Tars
Concerto / Instalação sonora

Tar é a palavra persa para corda e, por sua influência, muitos cordofones adoptaram essa terminação na sua denominação.
Continuando a investigação e a exploração sonora em materiais e meios específicos como o ar, o metal ou o vidro, o Srosh Ensemble recorre desta vez às cordas como elemento central para a construção desta peça.
Revisitando e expandindo as possibilidades sonoras de vários instrumentos convencionais e não convencionais, esta peça é suportada por diversos estudos sobre o comportamento acústico e mecânico das cordas, desde a antiguidade com Pitágoras, Galileu ou Bernoulli, até aos nossos dias com os trabalhos de John Cage, Glenn Branca, Hans Reichel, Ellen Fullman, Arnold Dreyblatt, Fred Frith ou Elliott Sharp, para mencionar alguns.
Na instrumentação podemos encontrar desde sistemas simples como monocórdios e berimbaus (que remetem para as origens dos instrumentos de corda no arco de caça) até sistemas mais complexos como a guitarra, diversos tipos de cítaras e harpas. Alguns, como a TwinTar (instrumento desenvolvido por Alberto Lopes em 2002), são já a sublimação de vários cordofones. Nesta visão de adaptação e transformação do espectáculo aos locais de apresentação, instrumentos autóctones como o cavaquinho minhoto ou a viola braguesa serão utilizados e o próprio espaço de actuação será intervencionado com a instalação de várias cordas que serão excitadas através do recurso a automatismos electromecânicos.

Composição e interpretação: Alberto Lopes, Gustavo Costa, Henrique Fernandes e Alexandre Soares.